Mulher Procura Curar a Depressão com Orgasmos

Crista Anne, 32 anos, é mãe de quatro filhos e uma depressiva nata de longa data. Quando ela finalmente encontrou um medicamento para depressão que funcionasse, ela ficou emocionada, mas isso durou pouco. Logo ela descobriu que o medicamento era tão forte que impedia que ela tivesse orgasmos.

Foi a partir disso que Anne levou o tema para a Internet com a hashtag #OrgasmQuest, um projeto em que ela escreve sobre sua experiência de tentar ter um orgasmo por dia, apesar dos efeitos colaterais de sua medicação. Acompanhe esta entrevista sobre o projeto:

1. Como você estava, mental e fisicamente, quando decidiu começar #OrgasmQuest?

Eu estava imersa em antidepressivos e eles estavam trabalhando muito bem, eu estava sentindo os sintomas da minha depressão aliviarem, mas pela primeira vez na minha vida eu não conseguia ter orgasmo e isso foi devastador porque eu me masturbo desde sempre, desde que nasci. A frase que eu sempre repito é: “Eu saí do útero deprimida, mas eu também saí do ventre com a mão no meu clitóris.”

E minha mãe, que sempre me ouviu repetir isso, diz “Isso é verdade.” Minha mãe sempre foi ótima e me apoiou bastante, eu sabia que essa ação de se masturbar era particular e minha mãe sempre foi muito aberta sobre o tema comigo, tive muita sorte. Isso é incrível e raro ao mesmo tempo. Ter a chance de explorar o corpo desde a infância é muito importante e natural. Se queremos avançar em uma sociedade que não tem vergonha de masturbação e não se envergonha da sexualidade feminina, então nós precisamos começar a explorar nossos corpos desde crianças, desde a pré-escola.

2. Você estava falando sobre como perdeu a sua capacidade de orgasmo.

Isso mesmo! Meu parceiro sexual é ótimo. Nossa vida sexual ainda é incrível mesmo que eu não esteja conseguindo chegar ao orgasmo, mas a masturbação tem sido a minha vida. É como se fosse um complemento para curar a minha depressão. Tem a medicação e a terapia e os médicos, mas como um complemento, a masturbação me ajuda nesses momentos. Eu tenho enxaqueca crônica, e se eu conseguir um orgasmo rapidamente posso afastar essa dor. Eu também tenho fibromialgia, que causa várias dores no corpo, por isso, se eu tenho esse dom, eu posso usar esse impulso tanto da ocitocina e o impulso mental de sentir prazer para fazer passar. Antes, quando eu não estava com esta medicação, eu conseguia ter um orgasmo dentro de dois a três minutos. Eu sempre fui muito orgásmica.

Mas o orgasmo se foi junto com o medicamento. Ele é ótimo, funciona, gosto de me sentir viva, não achei que isso fosse possível mais. Agora eu consigo dormir uma noite tranquila e realmente descansar. Em todos os outros aspectos esse medicamento está funcionando muito bem, mas eu não posso ter orgasmo. Deve haver uma maneira de contornar isso. Então eu comecei o #OrgasmQuest em 19 de dezembro.

3. Por que você escolheu registrar sua busca pelo orgasmo online, em público?

Eu estou fazendo isso publicamente por uma infinidade de razões. Eu sempre gostei de dividir minhas experiências online sempre. Eu comecei a blogar em sites e desde então não parei mais. Eu não busco atrair qualquer tipo de atenção como mulher, mas infelizmente isso acontece e inclusive recebo ameaças, mas estou ciente disso e entendo que isso é um risco, que estou sujeita a isso por tornar isso público.

4. Será que a resposta foi positiva?

Eu estou com a minha caixa de entrada de e-mail aberta agora mesmo e as pessoas falam comigo sobre como a minha incapacidade de orgasmo é subestimar os relacionamentos, porque o relacionamento não se trata apenas de sexo e achar que isso é a solução para os problemas é exagero, é tóxico. Mas, não é disso que se trata o #OrgasmQuest. O #OrgasmQuest é sobre a obtenção de meu orgasmo masturbatório de volta, porque esse é o meu estilo de vida. Não tem nada a ver com relacionamentos.

5. O seu parceiro ajuda na sua busca do orgasmo ou é apenas você sozinha?

Meu parceiro Val, ele é tudo. Ele está envolvido com tudo o que faço. Mas quando se trata da minha masturbação, isso é uma coisa individual. Isso é só comigo.

6. Quantas vezes os brinquedos sexuais entram em jogo? Você costuma usá-los?

Eu costumo usar brinquedos sexuais. Na verdade, tenho um na minha mão neste momento.

7. Você está se masturbando agora?

Não estou me masturbando agora, porque acredite em mim, você iria ouvir. Eu uso brinquedos sexuais sempre, principalmente a varinha mágica, um dos muitos benefícios sobre a vibração profunda com essa varinha é que é uma vibração que não só estimula a cabeça do clitóris, mas todos os nervos do clitóris que estão se espalhando através da vulva e isso pode fazer com que os nervos funcionem novamente. Por isso, eu uso objetos por cerca de 15 minutos todos os dias. Depois de dois anos e meio sem orgasmos, quando comecei a usar essa técnica eu comecei a ter contrações vaginais, por mais que eu não sinta o orgasmo no cérebro ou no corpo, eu vejo como meu órgão se contrai, como minhas pernas tremem e isso é um sinal que eu estou chegando lá. Vai ser um processo.

8. Você usa quaisquer outros brinquedos, além da varinha mágica?

Eu também uso o Wand Pure, que é o vibrador de aço inoxidável para estimulação do ponto G. É incrível. Ele vai durar para sempre. É de aço inoxidável. É requintado.

9. Você tenta se masturbar todas as noites?

Não. Quero dizer, eu planejo isso. Eu vou tentar fazer todo tempo disponível que eu tiver, pois tudo se trata de treino. Nós temos uma rotina programada com os nossos filhos, por isso geralmente só consigo à noite. Ainda não consigo fazer todas as noites, porque tenho quatro crianças, por isso, não há cronograma definido. Depois que eles vão para a cama é o tempo que eu tenho para fazer minhas coisas.

10. Então, quanto tempo você está pensando em fazer isso?

Hmm, para sempre? Eu não tenho nenhum calendário. Enquanto as pessoas estiverem interessadas em ouvir, eu vou continuar a compartilhar. Eu vou continuar com esta medicação, pois ela funciona em todos os outros sentidos. Não tenho absolutamente nenhuma ideia de quanto tempo vai levar para eu conseguir meu orgasmo, mas eu vou.

11. Você posta todos os dias sobre isso?

Twitter é o mais fácil porque eu posso fazer com uma pequena atualização rápida. Gosto de falar sobre a forma que eu estou me sentindo, o que está acontecendo ou como foi a sessão. Eu tento não ficar mais de dois dias sem atualizar meu site com algo a ver com isso, mas o tempo de postagem varia.

12. Alguém perguntou-lhe sobre como seus filhos podem se sentir sobre isso quando eles estiverem mais velhos?

Sim, eu entendo essa preocupação – penso sobre como eles ficarão constrangidos em saber que eu me masturbo todo dia. Porém, os meus filhos são criados em um ambiente de liberdade sexual, exploração do corpo e com um diálogo aberto com os pais. Com a idade apropriada eles ficarão cientes do que eu faço. À medida que envelhecerem, eles vão aprender o que eu faço e eles vão saber isso por mim e nós vamos falar sobre o tema e, sim, eu tenho certeza que eles vão ficar constrangidos, mas, você sabe, eu não parei de ser uma pessoa sexual quando tive os bebês e nem vou parar. Eles têm uma mãe feliz e é isso que importa.

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Você já tinha ouvido falar no projeto desta mulher? Acredita que ela vai conseguir curar sua doença com orgasmos? Comente abaixo!

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