A Loucura de Permanecer em Um Relacionamento “Porque Sim”

Rotina, tédio, porque sua mãe o ama, porque não poderia manter o apartamento que divide com ele sozinha. Existem mil e uma razões insanas para manter um relacionamento que já acabou faz tempo.

Já foi falado muito a respeito dos relacionamentos amorosos. Como fazer para eles durarem, o que fazer para ele se apaixonar, o que mais te machuca, se deve perdoar ou não uma infidelidade, etc.

Essa dinâmica de fazer parte de um relacionamento parece estar sendo supervalorizada em um mundo em que as pessoas se sentem cada vez mais sozinhas, desconectadas umas das outras e onde a lealdade e fidelidade não são muito frequentes.

Mulheres e homens inventam diversos motivos para estarem em um relacionamento que há muito tempo já acabou.

A princípio isso acontece por motivos reais como “não perder o que foi construído”, mas depois de um tempo, por rotina, costume ou por algum sentimento que não tem nada a ver com o amor, alguns decidem se manter neste relacionamento.

Manter um relacionamento deste tipo só serve para que se sinta ainda mais sozinha e não conheça outras pessoas que poderiam te fazer mais feliz.

Às vezes a tirania de pensar que você pode perder alguém importante te impede de ver quão horrível anda o seu relacionamento.

Veja alguns dos motivos do porquê você não deve justificar seu relacionamento.

1. É um bom homem

Parece cruel, mas o fato de que alguém nunca tenha te machucado seja o motivo para que você permaneça neste relacionamento diz mais coisas boas do outro do que de si mesma.

É difícil encontrar um cara transparente e que “não lhe dê problemas”, mas esse não deveria ser o motivo para não terminar, especialmente se a “química”, a confusão hormonal ou até mesmo passar tempo juntos já não te motiva.

Se essa pessoa é tão boa, o mínimo que ela tem que fazer é entender que o seu coração não bate mais por ela.

2. Comodidade

Vocês dividem o apartamento, compraram um carro juntos, têm uma viagem marcada, ou pior, um animalzinho de estimação que divide o amor dos dois.

Com toda a inflação e crise econômica, será difícil que ambos consigam seguir a vida financeira da mesma maneira que levavam dividindo tudo, então por isso é melhor permanecer do jeito que está? Com o extrato bancário em alta e a felicidade em baixa? Você abriria mão da sua própria felicidade por isso? Você pode ser feliz e lutar para conquistar tudo o que quer.

3. O que diria o seu círculo social?

Noras e genros queridíssimos na casa; cunhados inesquecíveis e uma pressão social que não acaba mais. Só conhece a dinâmica de um casal os membros deste casal.

Se as coisas não funcionam mais, sua família vai apoiar a sua decisão. Encontrar um apoio em um círculo social em vez de um obstáculo é a chave para tomar esta decisão.

4. Não ficar sozinha

O pior motivo de todos e ao mesmo tempo o mais comum e mais compreensível. Estar em um relacionamento durante anos e de repente não ter com quem assistir a um filme em um domingo ou com quem dançar sem parar toda a noite pode parecer algo horrível, mas que você pode ter certeza que cedo ou tarde acabará.

Pense no tempo sozinha, nos planos que fazia para si mesma, ou se não, nas novas pessoas que pode conhecer e que podem fazer com que seu coração bata novamente como uma bateria de escola de samba, essa é a chave para acabar de maneira saudável um relacionamento que já acabou faz tempo.

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Você está sustentando um relacionamento que não dá certo já faz tempo por causa de um desses motivos irreais? O que pensa em fazer a partir de agora? Comente abaixo.

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Um comentário

  1. Olá, eu nem sei isso aqui vai aparecer, ou alguém vai responder, mas eu só preciso colocar pra fora essa angústia que tenho vivido.
    Tenho uma namorada há quase 2 anos. Nos conhecemos no Tinder, e ficamos meses e meses só conversando, sem nunca nos encontrarmos. Me apaixonei por ela de uma forma que nunca tinha acontecido. Quando nos conhecemos, porém, apesar das muitas fotos e conversas, ela não era exatamente como falava (fisicamente, principalmente). Então, quando a vi, eu reparei que ela não fazia muito o biotipo que me atrai (eu não sou hipócrita e só gosto do tipo Modelo de mulher. Cada um tem um biotipo que atrai mais, como magrinha, mais cheinha, bundão, peitão, ou lisinha, enfim). Mas eu não sou superficial ao ponto de descartar tudo por isso assim de cara, então decidi ir levando pra ver no que daria.
    Apesar de ter me dito que era ‘falsa magra’ (biotipo que adoro), ela era mais cheinha, e também exagerou em algumas afinidades, sabe? Tipo, eu comentava de um músico, “SOU FÃ, ADORO”, e, na realidade, ela ouve vez ou outra, nem faz tanta questão, nem comenta dele, etc. Ou alguma série que eu gosto muito, ela dizia que era ótima, que acompanhava, e não era muito verdade. Isso tudo eu só fui notar depois que nos conhecemos pessoalmente.
    Ela é evangélica, e eu sou espírita não-praticante. Então não posso tocar no assunto “religião”, porque acabamos brigando sempre. Ela fala em tom debochado sobre o espiritismo, e eu não vejo sentido no que os ‘cristãos’ pregam. Mas, quando nos falávamos antes de nos conhecermos, ela se mostrava sempre muito paciente, mente aberta. Me enganou de novo…
    Eu gosto um pouco de política, e ela não faz muita questão, então também não é algo que dê assunto pra gente. E quem é que não fala de política com o Brasil hoje do jeito que tá??

    Eu sou servidor público, moro só, tenho meu carro e continuo estudando pra concurso, então meu tempo é bem contado. Nesse período agora, por exemplo, só nos vemos aos sábados, porque nos demais dias estou trabalhando e estudando até dormir. Ela, por outro lado, mora longe da minha casa, com a família dela, é universitária, e a mãe não deixa ela nem dormir comigo (o que dificulta muito a logística do namoro).

    Nós também temos algumas divergências quanto ao futuro: eu não me vejo casando tão cedo (bota aí uns 10 anos fácil). Ela, porém, quer bem antes… quer ter filhos logo. E isso também me incomoda um pouco…

    Apesar dos pesares, ela é uma garota fantástica. Ela é carinhosa, atenciosa, dedicada, apaixonada por mim, é muito compreensiva, muito tranquila, caseira, fiel, disponível… O problema é que não temos muita coisa em comum, e eu não me sinto mais apaixonado por ela. Não sinto o coração palpitar ao pensar nela, nem conto os segundos pra vê-la. Quando nos vemos, não conversamos muito, porque não temos muitas afinidades, então acaba sendo só coisa banal, do dia, que acaba sendo até chato. E eu tenho um carinho enorme por ela, vontade de proteger, de cuidar… eu enxergo muitas qualidades nela, e vejo o quão fantástica ela é, mas eu sinto que não daremos certo, sabe? Brigamos muito e por coisa idiota (as mais idiotas possíveis). Noutro dia brigamos por causa de uma frase do filme que víamos juntos.
    Não temos muita química, eu acho que é a palavra. A gente não tem aquela sincronia, aquele pensamento que bate, aquela cumplicidade. Temos posturas um pouco diferentes, jeitos diferentes. Eu sou muito brincalhão, muito leve.. ela já é mais séria, mais contida
    Diante disso tudo, eu acho que não daremos certo, e cada vez mais eu tenho certeza. Mas eu sempre fui uma pessoa que vai até o fim, que tenta de tudo, que se esforça ao máximo. Às vezes eu acho que sou eu, que preciso fazer algo, que preciso ser mais otimista. Mas eu tenho medo de, na verdade, estar mascarando tudo, de não querer enxergar a realidade…
    Eu não sei o que faço! Será que eu devo tentar novamente, tentar mais, tentar coisas novas? Ou deixo quieto e termino? Eu não aguento mais viver com esse peso todo dia.. 🙁

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